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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Enem 2009 (prova anulada 1ª versão) Ciências Humanas

47. (ENEM – 2009) 1a versão
Quatro olhos, quatro mãos e duas cabeças formam a dupla de
grafiteiros “Osgemeos”. Eles cresceram pintando muros do bairro
Cambuci, em São Paulo, e agora têm suas obras expostas na
conceituada Deitch Gallery em Nova lorque, prova de que o grafite
feito no Brasil é apreciado por outras culturas. Muitos lugares
abandonados e sem manutenção pelas prefeituras das cidades
tomam-se mais agradáveis e humanos com os grafites pintados
nos muros. Atualmente, instituições públicas educativas recorrem
ao grafite como forma de expressão artística, o que propicia
a inclusão social de adolescentes carentes, demonstrando que o
grafite é considerado uma categoria de arte aceita e reconhecida
pelo campo da cultura e pela sociedade local e internacional.
Disponível em: http://www.flickr.com. Acesso em: 10 set. 2008 (adaptado).
No processo social de reconhecimento de valores culturais, considera-
se que
(A) grafite é o mesmo que pichação e suja a cidade, sendo diferente
da obra dos artistas.
(B) a população das grandes metrópoles depara-se com muitos
problemas sociais, como os grafites e as pichações.
(C) atualmente, a arte não pode ser usada para inclusão social,
ao contrário do grafite.
(D) os grafiteiros podem conseguir projeção internacional, demonstrando
que a arte do grafite não tem fronteiras culturais.
(E) lugares abandonados e sem manutenção tomam-se ainda
mais desagradáveis com a aplicação do grafite.


48. (ENEM – 2009) 1a versão
Três países – Etiópia, Sudão e Egito – usam grande quantidade da
água que corre pelo Rio Nilo, na África. Para atender às necessidades
de populações que crescem com rapidez, a Etiópia e o Sudão
planejam desviar mais água do Nilo do que já desviam. Diante de
dificuldades naturais que caracterizam o ciclo hidrológico nessa
região, como baixa pluviosidade e altas taxas de evaporação, esses
desvios feitos rio acima poderiam reduzir a quantidade de recursos
hídricos disponíveis para o Egito, o último país ao longo da extensão
do rio, que não pode sobreviver sem esses recursos naturais.
MILLER Jr., G. T. Ciência Ambiental. São Paulo:
Thomson, 2007 (adaptado).
Diante dessa ameaça, qual seria a melhor opção para o Egito?
(A) Entrar em guerra contra a Etiópia e o Sudão, para garantir
seus direitos ao uso da água.
(B) Estabelecer acordos com a Etiópia e o Sudão visando ao uso
compartilhado dos recursos hídricos.
(C) Aumentar sua produção de grãos e exportá-Ios, elevando sua
capacidade econômica de importar água de outros países.
(D) Construir aquedutos para trazer água de países que tenham
maior disponibilidade desse recurso natural, como o Irã e o
Iraque.
(E) Estimular o crescimento de sua população e, desse modo,
aumentar sua força de trabalho e capacidade de produção
em condições adversas.

49. (ENEM – 2009) 1a versão
Uma parcela importante da água utilizada no Brasil destina-se ao
consumo humano. Hábitos comuns referentes ao uso da água
para o consumo humano incluem: tomar banhos demorados; deixar
as torneiras abertas ao escovar os dentes ou ao lavar a louça;
usar a mangueira para regar o jardim; lavar a casa e o carro.
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS; FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO.
Caminho das águas, conhecimento, uso e gestão: caderno do
professor 1. Rio de Janeiro, 2006 (adaptado).
A repetição desses hábitos diários pode contribuir para
(A) o aumento da disponibilidade de água para a região onde
você mora e do custo da água.
(B) a manutenção da disponibilidade de água para a região
onde você mora e do custo da água.
(C) a diminuição da disponibilidade de água para a região onde
você mora e do custo da água.
(D) o aumento da disponibilidade de água para a região onde
você mora e a diminuição do custo da água.
(E) a diminuição da disponibilidade de água para a região
onde você mora e o aumento do custo da água.

50. (ENEM – 2009) 1a versão
O trânsito nas grandes cidades se transformou em problema que
exige criatividade e pesados investimentos. A multiplicação dos
acidentes, congestionamentos quilométricos e a poluição urbana,
por exemplo, preocupam a sociedade. A indústria, por sua vez,
teve de investir tanto em segurança ativa, facilitando o controle do
veículo pelo motorista, quanto passiva, a fim de diminuir as consequências
dos sinistros. A preocupação ambiental engloba também
o trânsito, mas uma solução efetiva nessa área não pode se
restringir à escolha de combustíveis pouco poluentes. A escritora
Raquel de Queiroz, fazendo uma reflexão bem-humorada, em
artigo da revista ‘O Cruzeiro’, desafiava o leitor a imaginar como
seriam as cidades da década de 1970 com carruagens puxadas
por cavalos: “a poluição causada pelos excrementos dos animais
literalmente sufocaria a todos”.
Disponível em: http://www.primeiramao.com.br.
Acesso em: 20 set. 2008 (adaptado).
Com base no texto acima e na situação atual do trânsito, infere-
se que
(A) os acidentes eram mais frequentes na época das carruagens,
devido à falta de segurança nos transportes.
(B) as carruagens à tração animal em circulação têm alto
impacto ambiental.
(C) o número de veículos em circulação nas grandes cidades é
parte importante do problema.
(D) a segurança no trânsito se alcança com base numa escolha
responsável da matriz energética.
(E) a solução para os problemas ambientais da atualidade é o
retorno a meios de transporte antigos.
ALTERNATIVA “C”
51. (ENEM – 2009) 1a versão
As queimadas, cenas corriqueiras no Brasil, consistem em prática
cultural relacionada com um método tradicional de “limpeza
da terra” para introdução e/ou manutenção de pastagem e campos
agrícolas. Esse método consiste em: (a) derrubar a floresta
e esperar que a massa vegetal seque; (b) atear fogo, para que os
resíduos grosseiros, como troncos e galhos, sejam eliminados e as
cinzas resultantes enriqueçam temporariamente o solo. Todos os
anos, milhares de incêndios ocorrem no Brasil, em biomas como
Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, em taxas tão elevadas, que
se torna difícil estimar a área total atingida pelo fogo.
CARNEIRO FILHO, A. Queimadas. Almanaque Brasil Socioambiental. São
Paulo: Instituto Socioambiental, 2007 (adaptado).
Um modelo sustentável de desenvolvimento consiste em aliar
necessidades econômicas e sociais à conservação da biodiversidade
e da qualidade ambiental. Nesse sentido, o desmatamento
de uma floresta nativa, seguido da utilização de queimadas,
representa
(A) método eficaz para a manutenção da fertilidade do solo.
(B) atividade justificável, tendo em vista a oferta de mão de
obra.
(C) ameaça à biodiversidade e impacto danoso à qualidade do
ar e ao clima global.
(D) destinação adequada para os resíduos sólidos resultantes
da exploração da madeira.
(E) valorização de práticas tradicionais dos povos que dependem
da floresta para sua sobrevivência.

53. (ENEM – 2009) 1a versão
“Boicote ao militarismo”, propôs o deputado federal Márcio
Moreira Alves, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em
2 de setembro de 1968, conclamando o povo a reagir contra a
ditadura. O clima vinha tenso desde o ano anterior, com forte
repressão ao movimento estudantil e à primeira greve operária
do regime militar. O discurso do deputado foi a ‘gota d’água’. A
resposta veio no dia 13 de dezembro com a promulgação do Ato
Institucional n° 5 (AI 5).
DITADURA descarada. In: Revista de História da Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro, ano 4, n. 39, dez. 2008 (adaptado).
Considerando o contexto histórico e político descrito anteriormente,
o AI 5 significou
(A) a restauração da democracia no Brasil na década de 60.
(B) o fortalecimento do regime parlamentarista brasileiro
durante o ano de 1968.
(C) o enfraquecimento do poder central, ao convocar eleições
no ano de 1970.
(D) o desrespeito à Constituição vigente e aos direitos civis do
país a partir de 1968.
(E) a responsabilização jurídica dos deputados por seus pronunciamentos
a partir de 1968.

54. (ENEM – 2009) 1a versão
Inundações naturais dos rios são eventos que trazem benefícios
diversos para o meio ambiente e, em muitos casos, para as atividades
humanas. Entretanto, frequentemente as inundações são
vistas como desastres naturais, e os gestores e formuladores de
políticas públicas se veem impelidos a adotar medidas capazes
de diminuir os prejuízos causados por elas.
Qual das medidas abaixo contribui para reduzir os efeitos negativos
das inundações?
(A) A eliminação de represas e barragens do leito do rio.
(B) A remoção da vegetação que acompanha as margens do
rio.
(C) A impermeabilização de áreas alagadiças adjacentes
aos rios.
(D) A eliminação de árvores de montanhas próximas do leito
do rio.
(E) O manejo do uso do solo e a remoção de pessoas que
vivem em áreas de risco.

55. (ENEM – 2009) 1a versão
A figura do coronel era muito comum durante os anos iniciais
da República, principalmente nas regiões do interior do Brasil.
Normalmente, tratava-se de grandes fazendeiros que utilizavam
seu poder para formar uma rede de clientes políticos e garantir
resultados de eleições. Era usado o voto de cabresto, por meio
do qual o coronel obrigava os eleitores de seu “curral eleitoral”
a votarem nos candidatos apoiados por ele. Como o voto era
aberto, os eleitores eram pressionados e fiscalizados por capangas,
para que votassem de acordo com os interesses do coronel.
Mas recorria-se também a outras estratégias, como compra de
votos, eleitores-fantasma, troca de favores, fraudes na apuração
dos escrutínios e violência.
Disponível em: http://www.historiadobrasil.net/republica.
Acesso em: 12 dez. 2008 (adaptado).
Com relação ao processo democrático do período registrado no
texto, é possível afirmar que
(A) o coronel se servia de todo tipo de recursos para atingir
seus objetivos políticos.
(B) o eleitor não podia eleger o presidente da República.
(C) o coronel aprimorou o processo democrático ao instituir o
voto secreto.
(D) o eleitor era soberano em sua relação com o coronel.
(E) os coronéis tinham influência maior nos centros urbanos.

56. (ENEM – 2009) 1a versão
A Revolução Cubana veio demonstrar que os negros estão
muito mais preparados do que se pode supor para ascender
socialmente. Com efeito, alguns anos de escolaridade francamente
aberta e de estímulo à autossuperação aumentaram,
rapidamente, o contingente de negros que alçaram aos postos
mais altos do governo, da sociedade e da cultura cubana.
Simultaneamente, toda a parcela negra da população, liberada
da discriminação e do racismo, confraternizou com os outros
componentes da sociedade, aprofundando o grau de solidariedade.
Tudo isso demonstra, claramente, que a democracia racial é
possível, mas só é praticável conjuntamente com a democracia
social. Ou bem há democracia para todos, ou não há democracia
para ninguém, porque à opressão do negro condenado
à dignidade de lutador da liberdade corresponde o opróbrio
do branco posto no papel de opressor dentro de sua própria
sociedade.
RIBEIRO, D. O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. São
Paulo: companhia das Letras, 1999 (adaptado).
Segundo Darcy Ribeiro, a ascensão social dos negros cubanos,
resultado de uma educação inclusiva, com estímulos à autossuperação,
demonstra que
(A) a democracia racial está desvinculada da democracia
social.
(B) o acesso ao ensino pode ser entendido como um fator de
pouca importância na estruturação de uma sociedade.
(C) a questão racial mostra-se irrelevante no caso das políticas
educacionais do governo cubano.
(D) as políticas educacionais da Revolução Cubana adotaram
uma perspectiva racial antidiscriminatória.
(E) os quadros governamentais em Cuba estiveram fechados
aos processos de inclusão social da população negra.

57. (ENEM – 2009) 1a versão
A tabela a seguir apresenta dados coletados pelo Ministério da
Saúde a respeito da redução da taxa de mortalidade infantil em
cada região brasileira e no Brasil.

Disponível em: http://portal.saude.gov.br. Acesso em: 1 out. 2008.
Considerando os índices de mortalidade infantil apresentados e
os respectivos percentuais de variação de 2002 a 2004, é correto
afirmar que
(A) uma das medidas a serem tomadas, visando à melhoria
deste indicador, consiste na redução da taxa de natalidade.
(B) o Brasil atingiu sua meta de reduzir ao máximo a mortalidade
infantil no país, equiparando-se aos países mais
desenvolvidos.
(C) o Nordeste ainda é a região onde se registra a maior taxa
de mortalidade infantil, dadas as condições de vida de sua
população.
(D) a região Sul foi a que registrou menor crescimento econômico
no país, já que apresentou uma redução significativa
da mortalidade infantil.
(E) a região Norte apresentou a variação da redução da mortalidade
infantil mais baixa, tendo em vista que a vastidão
de sua extensão e o difícil acesso a comunidades isoladas
impedem a formulação de políticas de saúde eficazes.

(ENEM – 2009) 1a versão
58. As cidades não são entidades isoladas, mas interagem entre
si e articulam-se de maneira cada vez mais complexa à medida
que as funções urbanas e as atividades econômicas se diversificam
e sua população cresce. Intensificam-se os fluxos de informação,
pessoas, capital, mercadorias e serviços que ligam as
cidades em redes urbanas.
Sobre esse processo de complexificação dos espaços urbanos é
correto afirmar que
(A) a centralidade urbana das pequenas cidades é função da sua
capacidade de captar o excedente agrícola das áreas circundantes
e mantê-Io em seus estabelecimentos comerciais.
(B) as grandes redes de supermercados organizam redes urbanas,
pois seus esquemas de distribuição atacadista e varejista
circulam pelas cidades e fortalecem sua centralidade.
(C) as capitais nacionais são sempre as grandes metrópoles,
pois concentram o poder de gestão sobre o território de um
país, além de exportarem bens e serviços.
(D) o desenvolvimento das técnicas de comunicação, transporte
e gestão permitiu a formação de redes urbanas regionais e
nacionais articuladas a redes internacionais e cidades globais.
(E) a descentralização das atividades e serviços para cidades
menores ocasiona perda de poder econômico e político das
cidades hegemônicas das redes urbanas.

ALTERNATIVA “C”
59. (ENEM – 2009) 1a versão
59. O índio do Xingu, que ainda acredita em Tupã, assiste pela
televisão a uma partida de futebol que acontece em Barcelona
ou a um show dos Rolling Stones na praia de Copacabana. Não
obstante, não há que se iludir: o índio não vive na mesma realidade
em que um morador do Harlem ou de Hong Kong, uma vez
que são distintas as relações dessas diferentes pessoas com a
realidade do mundo moderno; isso porque o homem é um ser
cultural, que se apoia nos valores da sua comunidade, que, de
fato, são os seus.
GULLAR, F. Folha de S. Paulo. São Paulo: 19 out. 2008 (adaptado).
Ao comparar essas diferentes sociedades em seu contexto histórico,
verifica-se que
(A) pessoas de diferentes lugares, por fazerem uso de tecnologias
de vanguarda, desfrutam da mesma realidade cultural.
(B) o índio assiste ao futebol e ao show, mas não é capaz de
entendê-Ios, porque não pertencem à sua cultura.
(C) pessoas com culturas, valores e relações diversas têm, hoje
em dia, acesso às mesmas informações.
(D) os moradores do Harlem e de Hong Kong, devido à riqueza de
sua História, têm uma visão mais aprimorada da realidade.
(E) a crença em Tupã revela um povo atrasado, enquanto os
moradores do Harlem e de Hong Kong, mais ricos, vivem
de acordo com o presente.

60. (ENEM – 2009) 1a versão
A política implica o envolvimento da comunidade cívica na definição
do interesse público. Vale dizer, portanto, que o cenário original
da política, no lugar de uma relação vertical e intransponível
entre soberanos e súditos na qual a força e a capacidade de impor
o medo exercem papel fundamental, sustenta-se em um experimento
horizontal. Igualdade política, acesso pleno ao uso da palavra
e ausência de medo constituem as suas cláusulas pétreas.
LESSA, R. Sobre a invenção da política. Ciência Hoje.
Rio de Janeiro, v.42, n. 251. ago. 2008 (adaptado).
A organização da sociedade no espaço é um processo históricogeográfico,
articulado ao desenvolvimento das técnicas, à utilização
dos recursos naturais e à produção de objetos industrializados.
Política é, portanto, uma organização dinâmica e complexa,
possível apenas pela existência de determinados conjuntos de leis
e regras, que regulam a vida em sociedade. Nesse contexto, a participação
coletiva é
(A) necessária para que prevaleça a autonomia social.
(B) imprescindível para uma sociedade livre de conflitos.
(C) decisiva para tornar a cidade atraente para os investimentos.
(D) indispensável para a construção de uma imagem de cidade
ideal.
(E) indissociável dos avanços técnicos que proporcionam
aumento na oferta de empregos.

61. (ENEM – 2009) 1a versão
Desgraçado progresso que escamoteia as tradições saudáveis
e repousantes. O ‘café’ de antigamente era uma pausa revigorante
na alucinação da vida cotidiana. Alguém dirá que nem tudo
era paz nos cafés de antanho, que havia muita briga e confusão
neles. E daí? Não será por isso que lamento seu desaparecimento
do Rio de Janeiro. Hoje, se houver desaforo, a gente o
engole calado e humilhado. Já não se pode nem brigar. Não há
clima nem espaço.
ALENCAR, E. Os cafés do Rio. In: GOMES, D. Antigos cafés do Rio de
Janeiro. Rio de Janeiro: Kosmos, 1989 (adaptado).
O autor lamenta o desaparecimento dos antigos cafés pelo fato
de estarem relacionados com
(A) a economia da República Velha, baseada essencialmente
no cultivo do café.
(B) o ócio (“pausa revigorante”) associado ao escravismo que
mantinha a lavoura cafeeira.
(C) a especulação imobiliária, que diminuiu o espaço disponível
para esse tipo de estabelecimento.
(D) a aceleração da vida moderna, que tornou incompatíveis
com o cotidiano tanto o hábito de “jogar conversa fora”
quanto as brigas.
(E) o aumento da violência urbana, já que as brigas, cada vez
mais frequentes, levaram os cidadãos a abandonarem os
cafés do Rio de Janeiro.

62. (ENEM – 2009) 1a versão
O Marquês de Pombal, ministro do rei Dom José I, considerava
os jesuítas como inimigos, também porque, no Brasil, eles catequizavam
os índios em aldeamentos autônomos, empregando
a assim chamada língua geral. Em 1755, Dom José I aboliu a
escravidão do índio no Brasil, o que modificou os aldeamentos e
enfraqueceu os jesuítas.
Em 1863, Abraham Lincoln, o presidente dos Estados Unidos,
aboliu a escravidão em todas as regiões do Sul daquele país
que ainda estavam militarmente rebeladas contra a União em
decorrência da Guerra de Secessão. Com esse ato, ele enfraqueceu
a causa do Sul, de base agrária, favorável à manutenção
da escravidão. A abolição final da escravatura ocorreu em 1865,
nos Estados Unidos, e em 1888 no Brasil.
Nos dois casos de abolição de escravatura, observam-se motivações
semelhantes, tais como

(A) razões estratégicas de chefes de Estado interessados em
prejudicar adversários, para afirmar sua atuação política.
(B) fatores culturais comuns aos jesuítas e aos rebeldes do Sul,
contrários ao estabelecimento de um governo central.
(C) cumprimento de promessas humanitárias de liberdade e
igualdade feitas pelos citados chefes de Estado.
(D) eliminação do uso de línguas diferentes do idioma oficial
reconhecido pelo Estado.
(E) resistência à influência da religião católica, comum aos
jesuítas e aos rebeldes do sul.


63. (ENEM – 2009) 1a versão
Um aspecto importante derivado da natureza histórica da cidadania
é que esta se desenvolveu dentro do fenômeno, também histórico,
a que se denomina Estado-nação. Nessa perspectiva, a construção
da cidadania na modernidade tem a ver com a relação das pessoas
com o Estado e com a nação.
CARVALHO, J.M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. In: Civilização
Brasileira. Rio de Janeiro: 2004 (adaptado).
Considerando-se a reflexão acima, um exemplo relacionado a
essa perspectiva de construção da cidadania é encontrado
(A) em D. Pedro I, que concedeu amplos direitos sociais aos
trabalhadores, posteriormente ampliados por Getúlio Vargas
com a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
(B) na Independência, que abriu caminho para a democracia e
a liberdade, ampliando o direito político de votar aos cidadãos
brasileiros, inclusive às mulheres.
(C) no fato de os direitos civis terem sido prejudicados pela
Constituição de 1988, que desprezou os grandes avanços
que, nessa área, havia estabelecido a Constituição anterior.
(D) no Código de Defesa do Consumidor, ao pretender reforçar
uma tendência que se anunciava na área dos direitos civis
desde a primeira constituição republicana.
(E) na Constituição de 1988, que, pela primeira vez na história
do país, definiu o racismo como crime inafiançável e imprescritível,
alargando o alcance dos direitos civis.

64. (ENEM – 2009) 1a versão
A Confederação do Equador contou com a participação de diversos
segmentos sociais, incluindo os proprietários rurais que, em
grande parte, haviam apoiado o movimento de independência e
a ascensão de D. Pedro I ao trono. A necessidade de lutar contra
o poder central fez com que a aristocracia rural mobilizasse
as camadas populares, que passaram então a questionar não
apenas o autoritarismo do poder central, mas o da própria aristocracia
da província. Os líderes mais democráticos defendiam a
extinção do tráfico negreiro e mais igualdade social. Essas ideias
assustaram os grandes proprietários de terras que, temendo uma
revolução popular, decidiram se afastar do movimento. Abandonado
pelas elites, o movimento enfraqueceu e não conseguiu
resistir à violenta pressão organizada pelo governo imperial.
FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996 (adaptado).
Com base no texto, é possível concluir que a composição da
Confederação do Equador envolveu, a princípio,
(A) os escravos e os latifundiários descontentes com o poder
centralizado.
(B) diversas camadas, incluindo os grandes latifundiários, na
luta contra a centralização política.
(C) as camadas mais baixas da área rural, mobilizadas pela
aristocracia, que tencionava subjugar o Rio de Janeiro.
(D) as camadas mais baixas da população, incluindo os escravos,
que desejavam o fim da hegemonia do Rio de Janeiro.
(E) as camadas populares, mobilizadas pela aristocracia rural,
cujos objetivos incluíam a ascensão de D. Pedro I ao trono.
66. (ENEM – 2009) 1a versão
A industrialização do Brasil é fenômeno recente e se processou de
maneira bastante diversa daquela verificada nos Estados Unidos
e na Inglaterra, sendo notáveis, entre outras características, a concentração
industrial em São Paulo e a forte desigualdade de renda
mantida ao longo do tempo.
Outra característica da industrialização brasileira foi
(A) a fraca intervenção estatal, dando-se preferência às forças
de mercado, que definem os produtos e as técnicas por sua
conta.
(B) a presença de políticas públicas voltadas para a supressão
das desigualdades sociais e regionais, e desconcentração
técnica.
(C) o uso de técnicas produtivas intensivas em mão de obra
qualificada e produção limpa em relação aos países com
indústria pesada.
(D) a presença constante de inovações tecnológicas resultantes
dos gastos das empresas privadas em pesquisa e em
desenvolvimento de novos produtos.
(E) a substituição de importações e a introdução de cadeias complexas
para a produção de matérias-primas e de bens intermediários.

67. (ENEM – 2009) 1a versão
67. Houve momentos de profunda crise na história mundial contemporânea
que representaram, para o Brasil, oportunidades de
transformação no campo econômico. A Primeira Guerra Mundial
(1914-1918) e a quebra da Bolsa de Nova Iorque (1929), por
exemplo, levaram o Brasil a modificar suas estratégias produtivas
e a contornar as dificuldades de importação de produtos que
demandava dos países industrializados.
Nas três primeiras décadas do século XX, o Brasil
(A) impediu a entrada de capital estrangeiro, de modo a garantir
a primazia da indústria nacional.
(B) priorizou o ensino técnico, no intuito de qualificar a mão de
obra nacional direcionada à indústria.
(C) experimentou grandes transformações tecnológicas na
indústria e mudanças compatíveis na legislação trabalhista.
(D) aproveitou a conjuntura de crise para fomentar a industrialização
pelo país, diminuindo as desigualdades regionais.
(E) direcionou parte do capital gerado pela cafeicultura para a
industrialização, aproveitando a recessão europeia e norteamericana.

68. (ENEM – 2009) 1a versão
O Cafundó é um bairro rural situado no município de Salto de
Pirapora, a 150 km de São Paulo. Sua população, predominantemente
negra, divide-se em duas parentelas: a dos Almeida
Caetano e a dos Pires Pedroso. Cerca de oitenta pessoas vivem
no bairro. Dessas, apenas nove detêm o título de proprietários
legais dos 7,75 alqueires de terra que constituem a extensão do
Cafundó, que foram doados a dois escravos, ancestrais de seus
habitantes atuais, pelo antigo senhor e fazendeiro, pouco antes
da Abolição, em 1888. Nessas terras, seus moradores plantam
milho, feijão e mandioca e criam galinhas e porcos. Tudo em
pequena escala. Sua língua materna é o português, uma variação
regional que, sob muitos aspectos, poderia ser identificada como
dialeto caipira. Usam um léxico de origem banto, quimbundo
principalmente, cujo papel social é, sobretudo, de representá-los
como africanos no Brasil.
Disponível em: <http://www.revista.iphan.gov.br>.
Acesso em: 6 abr. 2009 (adaptado).
O bairro de Cafundó integra o patrimônio cultural do Brasil porque
(A) possui terras herdadas de famílias antigas da região.
(B) preservou o modo de falar de origem banto e quimbundo.
(C) tem origem no período anterior à abolição da escravatura.
(D) pertence a uma comunidade rural do interior do estado de
São Paulo.
(E) possui moradores que são africanos do Brasil e perderam o
laço com sua origem.

69. (ENEM – 2009) 1a versão
Por volta de 1880, com o progresso de uma economia primária
e de exportação, consolidou-se em quase toda a América Latina
um novo pacto colonial que substituiu aquele imposto por Espanha
e Portugal. No mesmo momento em que se afirmou, o novo
pacto colonial começou a se modificar em sentido favorável à
metrópole. A crescente complexidade das atividades ligadas aos
transportes e às trocas comerciais multiplicou a presença dessas
economias metropolitanas em toda a área da América Latina: as
ferrovias, as instalações frigoríficas, os silos e as usinas, em proporções
diversas conforme a região, tornaram-se ilhas econômicas
estrangeiras em zonas periféricas.
DONGHI, T.H. História da América Latina. 2.ª ed.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005 (adaptado).
De acordo com o texto, o pacto colonial imposto por Espanha e
Portugal a quase toda a América Latina foi substituído em função
(A) das ilhas de desenvolvimento instaladas nas periferias das
grandes cidades.
(B) da restauração, por volta de 1880, do pacto colonial entre
a América Latina e as antigas metrópoles.
(C) do domínio, em novos termos, do capital estrangeiro sobre
a economia periférica, a América Latina.
(D) das ferrovias, frigoríficos, silos e usinas instaladas em benefício
do desenvolvimento integrado e homogêneo da América
Latina.
(E) do comércio e da implantação de redes de transporte, que
são instrumentos de fortalecimento do capital nacional
frente ao estrangeiro.

71. (ENEM – 2009) 1a versão
Quando tomaram a Bahia, em 1624-5, os holandeses promoveram
também o bloqueio naval de Benguela e Luanda, na costa
africana. Em 1637, Nassau enviou uma frota do Recife para
capturar São Jorge da Mina, entreposto português de comércio
do ouro e de escravos no litoral africano (atual Gana). Luanda,
Benguela e São Tomé caíram nas mãos dos holandeses entre
agosto e novembro de 1641. A captura dos dois polos da economia
de plantações mostrava-se indispensável para o implemento
da atividade açucareira.
ALENCASTRO, L.F. Com quantos escravos se constrói um pais?
In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de
Janeiro, ano 4, n. 39, dez. 2008 (adaptado).
Os polos econômicos aos quais se refere o texto são
(A) as zonas comerciais americanas e as zonas agrícolas africanas.
(B) as zonas comerciais africanas e as zonas de transformação
e melhoramento americanas.
(C) as zonas de minifúndios americanas e as zonas comerciais
africanas.
(D) as zonas manufatureiras americanas e as zonas de entreposto
africano no caminho para Europa.
(E) as zonas produtoras escravistas americanas e as zonas
africanas reprodutoras de escravos.

72. (ENEM – 2009) 1a versão
72. João de Deus levanta-se indignado. Vai até a janela e fica
olhando para fora. Ali na frente está a Panificadora Italiana, de
Gamba & Filho. Ontem era uma casinhola de porta e janela, com
um letreiro torto e errado: “Padaria Nápole”. Hoje é uma fábrica...
João de Deus olha e recorda... Quando Vittorio Gamba chegou
da Itália com uma trouxa de roupa, a mulher e um filho pequeno,
os Albuquerques eram donos de quase todas as casas do quarteirão.
[...] O tempo passou. Os negócios pioraram. A herança
não era o que se esperava. Com o correr dos anos os herdeiros
foram hipotecando as casas. Venciam-se as hipotecas, não havia
dinheiro para resgatá-Ias: as propriedades, então, iam passando
para as mãos dos Gambas, que prosperavam.
VERÍSSIMO, É. Música ao longe. Porto Alegre: Globo, 1974 (adaptado).
O texto foi escrito no início da década de 1930 e revela, por meio
das recordações do personagem, características sócio-históricas
desse período, as quais remetem
(A) à ascensão de uma burguesia de origem italiana.
(B) ao início da imigração italiana e alemã, no Brasil, a partir da
segunda metade do século.
(C) ao modo como os imigrantes italianos impuseram, no Brasil,
seus costumes e hábitos.
(D) à luta dos imigrantes italianos pela posse da terra e pela
busca de interação com o povo brasileiro.
(E) às condições socioeconômicas favoráveis encontradas pelos
imigrantes italianos no início do século.
73. (ENEM – 2009) 1a versão
O ecossistema urbano é criado pelo homem e consome energia
produzida por ecossistemas naturais, alocando-a segundo seus
próprios interesses. Caracteriza-se por um elevado consumo de
energia, tanto somática (aquela que chega às populações pela
cadeia alimentar), quanto extrassomática (aquela que chega pelo
aproveitamento de combustíveis), principalmente após o advento
da tecnologia de ponta. Cada vez mais aumenta o uso de energia
extrassomática nas cidades, o que ocasiona a produção de seu
subproduto, a poluição. A poluição urbana mais característica é
a poluição do ar.
Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo:
Instituto Socioambiental, 2008.
Os efeitos da poluição atmosférica podem ser agravados pela
inversão térmica, processo que ocorre muito no sul do Brasil e
em São Paulo. Esse processo pode ser definido como
(A) processo no qual a temperatura do ar se apresenta inversamente
proporcional à umidade relativa do ar, ou seja, ar frio
e úmido ou ar quente e seco.
(B) precipitações de gotas d’água (chuva ou neblina) com elevada
temperatura e carregadas com ácidos nítrico e sulfúrico,
resultado da poluição atmosférica.
(C) inversão da proteção contra os raios ultravioleta provenientes
do Sol, a partir da camada mais fria da atmosfera, que
esquenta e amplia os raios.
(D) fenômeno em que o ar fica estagnado sobre um local por
um período de tempo e não há formação de ventos e correntes
ascendentes na atmosfera.
(E) fenômeno no qual os gases presentes na atmosfera permitem
a passagem da luz solar, mas bloqueiam a irradiação
do calor da Terra, impedindo-o de voltar ao espaço.

(ENEM – 2009) 1a versão
75. Desde o início da colonização, a Amazônia brasileira tem sido
alvo de ação sistemática de extração de riquezas, que se configurou
em diferentes modos de produção e de organização social
e política [...]. Se a Amazônia dos rios foi o padrão que marcou
mais de quatro séculos de ocupação europeia, a coisa começa a
mudar de figura nas três últimas décadas do século XX.
SAYAGO, D.; TOURRAND, J.F.; BURSZTYN, M. (Org.).
Amazônia: cenas e cenários. Brasília: UnB, 2004.
Entre as transformações ocorridas na Amazônia brasileira, nas
três últimas décadas, destaca-se
(A) a estatização das empresas privadas como garantia do
monopólio da exploração dos recursos minerais pelo poder
público.
(B) o interesse geopolítico de controle da fronteira, o que representou
maior integração da região com o restante do país,
por meio da presença militar.
(C) a reorganização do espaço agrário em minifúndios, valorizando-
se o desenvolvimento da agricultura familiar e o
desenvolvimento das cidades.
(D) a modernização tecnológica do modo de produção agrícola
para o aumento da produção da borracha e escoamento da
produção pelas estradas.
(E) a implantação de zona franca nas fronteiras internacionais,
a exemplo da Guiana Francesa e Venezuela.

76. (ENEM – 2009) 1a versão
O intercâmbio de ideias, informações e culturas, através dos
meios de comunicação, imprimem mudanças profundas no
espaço geográfico e na construção da vida social, na medida em
que transformam os padrões culturais e os sistemas de consumo
e de produção, podendo ser responsáveis pelo desenvolvimento
de uma região.
HAESBAERT, R. Globalização e fragmentação do mundo
contemporâneo. Rio de Janeiro: EdUFF, 1998.
Muitos meios de comunicação, frutos de experiências e da evolução
científica acumuladas, foram inventados ou aperfeiçoados
durante o século XX e provocaram mudanças radicais nos modos
de vida, como por exemplo,
(A) a diferenciação regional da identidade social por meio de
hábitos de consumo.
(B) o maior fortalecimento de informações, hábitos e técnicas
locais.
(C) a universalização do acesso a computadores e a Internet
em todos os países.
(D) a melhor distribuição de renda entre os países do sul favorecendo
o acesso a produtos originários da Europa.
(E) a criação de novas referências culturais para a identidade
social por meio da disseminação das redes de fast-food.

78. (ENEM – 2009) 1a versão
Para uns, a Idade Média foi uma época de trevas, pestes, fome,
guerras sanguinárias, superstições, crueldade. Para outros, uma
época de bons cavaleiros, damas corteses, fadas, guerras honradas,
torneios, grandes ideais. Ou seja, uma Idade Média “má”
e uma Idade Média “boa”.
Tal disparidade de apreciações com relação a esse período da
História se deve
(A) ao Renascimento, que começou a valorizar a comprovação
documental do passado, formando acervos documentais
que mostram tanto a realidade “boa” quanto a “má”.
(B) à tradição iluminista, que usou a Idade Média como contraponto
a seus valores racionalistas, e ao Romantismo, que
pretendia ressaltar as “boas” origens das nações.
(C) à indústria de videojogos e cinema, que encontrou uma
fonte de inspiração nessa mistura de fantasia e realidade,
construindo uma visão falseada do real.
(D) ao Positivismo, que realçou os aspectos positivos da Idade
Média, e ao marxismo, que denunciou o lado negativo do
modo de produção feudal.
(E) à religião, que com sua visão dualista e maniqueísta do
mundo alimentou tais interpretações sobre a Idade Média.

79. (ENEM – 2009) 1a versão
O Ministro da Saúde disse em audiência pública em 2009 que é
justo acionar na Justiça o gestor público que não provê, dentro
de sua competência e responsabilidade, os bens e serviços de
saúde disponibilizados no Sistema Único de Saúde (SUS). Mas
observou que a via judicial não pode se constituir em meio de
quebrar os limites técnicos e éticos que sustentam o sistema.
Segundo o ministro, a Justiça não pode impor o uso de tecnologias,
insumos ou medicamentos, deslocando recursos de destinações
planejadas e prioritárias e – o que surpreende muitas
vezes – com isso colocando em risco e trazendo prejuízo à vida
das pessoas.
Disponível em: http://www.stf.jus.br.
Acesso em: 7 maio 2009.
A preocupação do ministro com o acionamento da justiça para
garantia do direito à saúde é motivada
(A) pelos conflitos entre as demandas dos pacientes, as possibilidades
do sistema e as pressões dos laboratórios para
incorporar novos e caros medicamentos à lista do SUS.
(B) pelas decisões judiciais que impedem o uso de procedimentos
e medicamentos ainda não experimentados ou sem a
necessária comprovação de efetividade e custo-benefício.
(C) pela falta de previsão legal da garantia à assistência farmacêutica
ao conjunto do povo brasileiro, o que gera distorções
no SUS.
(D) pelo uso indiscriminado de medicamentos pela população
brasileira, sem consulta médica, medida que foi garantida
por decisão judicial.
(E) pelo descompromisso ético de profissionais de saúde que
indicam apenas tratamentos de alto custo, fragilizando o
SUS.

86. (ENEM – 2009) 1a versão
Um sistema agrário é um tipo de modelo de produção agropecuária
em que se observa que cultivos ou criações são praticados,
quais são as técnicas utilizadas, como é a relação com o espaço
e qual é o destino da produção. Existem muitas classificações
de sistemas agrários, pois os critérios para a definição variam
de acordo com o autor ou a organização que os classifica. Além
disso, os sistemas agrários são diferentes conforme a região do
globo ou a sociedade, sua cultura e nível de desenvolvimento
econômico.
CAMPANHOLA, C.; Silva, J. G. O novo rural brasileiro, uma análise nacional e
regional. Campinas: Embrapa/Unicamp, 2000 (adaptado).
Dentro desse contexto, o sistema agrário tradicional tem como
características principais o predomínio de pequenas propriedades
agrárias, utilização de técnicas de cultivo minuciosas e de irrigação,
e sua produção é destinada preferencialmente ao consumo local e
regional. Essa descrição corresponde a que sistema agrícola?
(A) Plantations.
(B) Sistema de roças.
(C) Agricultura orgânica.
(D) Agricultura itinerante.
(E) Agricultura de jardinagem.

88. (ENEM – 2009) 1a versão
O fenômeno da escravidão, ou seja, da imposição do trabalho
compulsório a um indivíduo ou a uma coletividade, por parte de
outro indivíduo ou coletividade, é algo muito antigo e, nesses
termos, acompanhou a história da Antiguidade até o séc. XIX.
Todavia, percebe-se que tanto o status quanto o tratamento dos
escravos variou muito da Antiguidade greco-romana até o século
XIX em questões ligadas à divisão do trabalho.
As variações mencionadas dizem respeito
(A) ao caráter étnico da escravidão antiga, pois certas etnias
eram escravizadas em virtude de preconceitos sociais.
(B) à especialização do trabalho escravo na Antiguidade, pois
certos ofícios de prestígio eram frequentemente realizados
por escravos.
(C) ao uso dos escravos para a atividade agroexportadora,
tanto na Antiguidade quanto no mundo moderno, pois o
caráter étnico determinou a diversidade de tratamento.
(D) à absoluta desqualificação dos escravos para trabalhos
mais sofisticados e à violência em seu tratamento, independentemente
das questões étnicas.
(E) ao aspecto étnico presente em todas as formas de escravidão,
pois o escravo era, na Antiguidade greco-romana,
como no mundo moderno, considerado uma raça inferior.

89. (ENEM – 2009) 1a versão
A depressão econômica gerada pela Crise de 1929 teve no
presidente americano Franklin Roosevelt (1933-1945) um de
seus vencedores. New Deal foi o nome dado à série de projetos
federais implantados nos Estados Unidos para recuperar o
país, a partir da intensificação da prática da intervenção e do
planejamento estatal da economia. Juntamente com outros programas
de ajuda social, o New Deal ajudou a minimizar os efeitos
da depressão a partir de 1933. Esses projetos federais geraram
milhões de empregos para os necessitados, embora parte
da força de trabalho norte-americana continuasse desempregada
em 1940. A entrada do país na Segunda Guerra Mundial,
no entanto, provocou a queda das taxas de desemprego, e fez
crescer radicalmente a produção industrial. No final da guerra, o
desemprego tinha sido drasticamente reduzido,
EDSFORD, R. America’s response to the Great Depression. Blackwell
Publishers, 2000 (tradução adaptada).
A partir do texto, conclui-se que
(A) o fundamento da política de recuperação do país foi a ingerência
do Estado, em ampla escala, na economia.
(B) a crise de 1929 foi solucionada por Roosevelt, que criou
medidas econômicas para diminuir a produção e o consumo.
(C) os programas de ajuda social implantados na administração
de Roosevelt foram ineficazes no combate à crise econômica.
(D) o desenvolvimento da indústria bélica incentivou o intervencionismo
de Roosevelt e gerou uma corrida armamentista.
(E) a intervenção de Roosevelt coincidiu com o início da
Segunda Guerra Mundial e foi bem-sucedida, apoiando-se
em suas necessidades.

90. (ENEM – 2009) 1a versão
Entre as promessas contidas na ideologia do processo de globalização
da economia estava a dispersão da produção do conhecimento
na esfera global, expectativa que não se vem concretizando.
Nesse cenário, os tecnopolos aparecem como um centro
de pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia que conta
com mão de obra altamente qualificada. Os impactos desse processo
na inserção dos países na economia global deram-se de
forma hierarquizada e assimétrica. Mesmo no grupo em que se
engendrou a reestruturação produtiva, houve difusão desigual
da mudança de paradigma tecnológico e organizacional. O peso
da assimetria projetou-se mais fortemente entre os países mais
desenvolvidos e aqueles em desenvolvimento.
BARROS, F. A. F. Concentração técnlco-científica: uma tendência em
expansão no mundo contemporâneo?Campinas: Inovação
Uniemp, v. 3, nº1, jan./fev. 2007 (adaptado).
Diante das transformações ocorridas, é reconhecido que
(A) a inovação tecnológica tem alcançado a cidade e o campo,
incorporando a agricultura, a indústria e os serviços, com
maior destaque nos países desenvolvidos.
(B) os fluxos de informações, capitais, mercadorias e pessoas
têm desacelerado, obedecendo ao novo modelo fundamentado
em capacidade tecnológica.
(C) as novas tecnologias se difundem com equidade no espaço
geográfico e entre as populações que as incorporam em
seu dia a dia.
(D) os tecnopolos, em tempos de globalização, ocupam os antigos
centros de industrialização, concentrados em alguns
países emergentes.
(E) o crescimento econômico dos países em desenvolvimento,
decorrente da dispersão da produção do conhecimento na
esfera global, equipara-se ao dos países desenvolvidos.